terça-feira, 21 de março de 2017

CURSO ON LINE O PENSAMENTO DE ANGELA DAVIS PELO COLETIVO DI JEJÊ

No dia 15 de Abril, começara a terceira turma do curso on line O pensamento de Angela Davis, cujo objetivo é discutir as 5 décadas de produção acadêmica da autora, trabalhando conceitos como racismo, complexo industrial prisional, liberdade e feminismo. INSCREVA-SE!


O curso acontece numa plataforma virtual chamada Moodle, o material fica disponivel, e os participantes acessam dentro de sua rotina. O inicio será dia 15 de Abril, com término previsto para o dia 30 de Maio. 
Os participantes anida contam com o apoio de uma tutora.
A curadoria de conhecimento do curso, fica por conta de Jaque Conceição, coordenadora do Di Jejê que vem pesquisando  o pensamento de Angela Davis nos últimos quatro anos. 

Serviço:
Curso on Line O pensamento de Angela Davis
Quando: 15 de Abril a 30 de Maio
Quanto: 60 reais
Inscrições AQUI

Ementa:

Conteúdo programático:

 

 Módulo I - Introdução ao pensamento de Angela Davis

 Módulo II - Liberdade

 Módulo III - Feminismo e Feminismo Negro

 Módulo IV - Sistema Prisional

 Módulo VI - Racismo


BIBLIOGRAFIA:

DAVIS, Angela Yvonne. Lectures on liberation1969. Universidad Madrid.
DAVIS, Angela Yvonne. An Autobiografic. 1972. New York: Random House.
DAVIS, Angela Yvonne. Women, race and class. 1981. New York: Random House.
DAVIS, AAngela Yvonne. Are prisions obsolete? 2003. New York: Seven Stories Press.



quinta-feira, 16 de março de 2017

Por que precisamos falar sobre solidão?


Há diversas formas, de começar a escrever esse texto. Mais, começo dizendo que o Coletivo Di Jejê é um negócio conceitual que atua no campo educacional, pautando a produção, pesquisa e extensão do conhecimento sobre mulheres negras no Brasil.
Conto também, que há diversos negócios conceituais geridos por negros e negras em nosso país, tensionando a economia com a burguesia: negócios culturais, negócios do campo da moda, da comunicação, do entretenimento, do esporte. Eu, através do Di Jejê, tensiono o campo da produção de conhecimento com a burguesia e a branquitude.
Se alguém aqui, vai falar sobre a mulher negra, vai ser nós mesmas, tá ouvindo bem, seu branco safado?
Essa frase, a três anos atrás, depois de passar um ano desempregada (eu já era mestre e doutoranda) e quase ver meus filhos passarem fome, foi o ponto de partida disso que está se fazendo Coletivo Di Jejê.
Se estou rica monetarizando a nossa dor? Não, e nem sei se vou ficar, acredito que não. Trabalho muito, dentro e fora do Coletivo, para pagar o aluguel e uma taça de vinho uma vez por mês no Aparelha Luzia. Se sou desonesta por monetarizar nossa dor? Também não, por que acredito enquanto pedagoga e pesquisadora, que temos que ter serenidade, seriedade e cautela para falarmos de nossos problemas enquanto negras, mais precisamos falar, inclusive para supera-los.
Se encararmos os problemas das mulheres negras, unicamente como algo subjetivo, nunca conseguiremos encontrar saída para os mesmos, porque subjetivamente, não existirá saída coletiva, ela sempre será individual.
Se por um lado, a noção de subjetividade potencializa as discussões, por que abre um leque de possibilidades, por outro, ela diminui a luta, por que joga nossos problemas históricos no campo da individualidade. E no campo da individualidade, não existe saída coletiva, conjunta, articulada, politica, apenas o que cabe a cada um na sua particularidade.
Eu só acredito em processos de mudança significativa, quando são coletivos. Sem coletivo, impossível articular uma mudança real.
Pensando nessa perspectiva, os cursos do Di Jejê, vem acontecendo desde Fevereiro de 2014. É, não comecei nesse sábado dia 18.
E, são cursos sim. Não atuam na mesma esfera elitizada de formação empreendida pela burguesia em seus espaços teóricos embranquecidos, mais visam a produção de conhecimento e a analise sistêmica da realidade, a partir de um conceito: os terreiros de candomblé,
Na roça, quando uma irmã mais velha vai ensinar uma irmã mais nova, ela se abaixa, se ajoelha e vai contando, dizendo, falando, explicando o que deve ser feito, e juntas as duas irmãs, produzem um novo saber, a partir da experiência previa de ambas, orientadas pelo conhecimento acumulado por séculos.
Nessa concepção de aprendizagem (só aprendizagem, por que no Di Jejê não se ensina), estou a três anos, construindo coletivamente o Coletivo Di Jejê.
O curso de sábado, sobre A solidão da mulher negra, não é uma roda de conversa sobre as experiência afetivas das mulheres negras, mediada por uma menina de 24 anos, que namora desde os 20, de pele clara e formada em arquitetura.
O CURSO de sábado, sobre a A solidão da mulher negra, é um encontro de discussão sobre as bases sociais, históricas e políticas que moldam nossa forma de se relacionar afetivamente, e será mediado pela Stephanie Ribeiro (é sempre bom lembrar, que no terreiro, idade cronológica não traduz seu lugar naquele espaço). A Stephanie vem a meu convite, por que nos últimos 3 anos ela vem publicando e produzindo materiais de forma sistematizada sobre o tema (lembra, lá no começo, a necessidade de de sistematizar para compreender e enfrentar?).
Há muitas pretas que também pautam a Solidão da Mulher Negra, e torço para todas compareçam no sábado, dia 18/03 as 10hs no Aparelha Luzia, para contribuir de maneira honesta para a discussão. 
O que nós não podemos nunca (e isso eu não aceito) é desumanizar as pessoas ofendo sua trajetória e moral. Temos o direito de criticar nossos iguais, de se fazer ouvir, de revindicar, de pedir, exigir, de sermos ouvidas. Temos o direito de dizer: olha, esse curso, não sei, acho que não é esse o caminho.
Mais não podemos NUNCA, desumanizar a próxima, ofendendo sua conduta pessoal, sem ao menos conhecer sua trajetória e sua história. Por que isso, a branquitude faz conosco todos os dias e de graça. Por mero prazer.
O curso acontecerá, sábado, no Aparelha Luzia, gratuitamente (por que as 18 pessoas pagantes cobriram os custo de execução da atividade).
Ele será gratuito, não por que estou revendo uma desonestidade em monetarizar a nossa dor. Por que sou pobre, mais não sou pilantra.
Ele será gratuito, por que esse é um tema que precisa e deve ser discutido pelo maior número possível de mulheres e homens negros.
Crianças são muito bem vindas.
Bom senso, serenidade, seriedade e nossos conhecimentos, também.
O Coletivo Di Jejê segue seu caminhar, fazendo o bonde da história: criando um espaço de debate e discussão horizontal para mulheres negras estarem entre mulheres negras, falando sobre mulheres negras. Sem o apoio ou amparo da branquitude, somente nós por nós mesmas.
Quero ver todo mundo no baile, e pelo jeito, vocês vem.



Ialandalu ou Jaque Conceição
Criadora, fundadora, coordenadora, assistente de administração, recepcionista, financeiro, recursos humanos, jurídico, departamento de comunicação e marketing, social media, estagiária, auxiliar de limpeza e de cozinha no Coletivo Di Jejê

Nóis <3

quarta-feira, 8 de março de 2017

CURSO ON LINE SOBRE ENCARCERAMENTO FEMININO COMEÇA EM MARÇO

No dia 30 de Março, começara o curso inédito sobre o sistema prisional no Brasil e o encarceramento feminino.Confira!



A população carcerária feminina subiu de 5.601 para 37.380 detentas entre 2000 e 2014, um crescimento de 567% em 15 anos. A maioria dos casos é por tráfico de drogas, motivo de 68% das prisões. Os dados integram o Infopen Mulheres, levantamento nacional de informações penitenciárias do Ministério da Justiça, que, pela primeira vez, aprofunda a análise com o recorte de gênero.

No total, as mulheres representam 6,4% da população carcerária do Brasil, que é de aproximadamente 607 mil detentos. A taxa de mulheres presas no país é superior ao crescimento geral da população carcerária, que teve aumento de 119% no mesmo período. Na comparação com outros países, o Brasil apresenta a quinta maior população carcerária feminina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (205.400 detentas), China (103.766) Rússia (53.304) e Tailândia (44.751).


Cerca de 30% das presas no Brasil ainda aguardam julgamento. Sergipe lidera o número de presas provisórias, com 99% das detentas nessa condição, enquanto em São Paulo, apenas 9% delas aguardam sentença da Justiça.
O estudo também revelou que a maioria das mulheres presas no país (68%) é negra, enquanto 31% são brancas e 1%, amarela. No Acre, 100% das detentas eram negras em junho de 2014. O segundo estado com o maior percentual é o Ceará, com 94%, seguido da Bahia, com 92% de presas negras. O número de indígenas não chega a 1% da população carcerária feminina nacional. À época da pesquisa, só existiam presas indígenas nos estados de Roraima, Amapá, Mato Grosso do Sul e Tocantins.
Quanto à faixa etária, cerca de 50% das mulheres encarceradas têm entre 18 e 29 anos; 18%, entre 30 e 34 anos; 21%, entre 35 e 45 anos; 10% estão na faixa etária entre 46 e 60%; e 1%, tem idade entre 61 e 70 anos. Segundo o levantamento, em junho do ano passado não haviam presas com idade acima dos 70 anos.
Quando o assunto é escolaridade, apenas 11% delas concluíram o Ensino Médio e o número de concluintes do Ensino Superior ficou abaixo de 1%. Metade das detentas possui o Ensino Fundamental incompleto, 50%, e 4% são analfabetas.
Apenas 34% dos estabelecimentos femininos dispõem de cela ou dormitório adequado para gestantes. Nos estabelecimentos mistos, somente 6% das unidades dispõem de espaço específico para a custódia de gestantes. Quanto à existência de berçário ou centro de referência materno infantil, 32% das unidades femininas contam com o espaço, enquanto apenas 3% das unidades mistas possuem essa estrutura. Somente 5% das unidades femininas dispõem de creche, não sendo registrada pelo estudo nenhuma creche instalada em unidades mistas.
Fonte: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/80853-populacao-carceraria-feminina-aumentou-567-em-15-anos-no-brasil

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Serviço:
Curso On Line O sistema penitenciário e o encarceramento de mulheres
Inicio: 30 de Março
Público Alvo: pesquisadores e interessados sobre o tema
Conteúdo: o sistema prisional brasileiro e os acordos internacionais no campo de direitos humanos, a politica de segurança publica, o encarceramento de mulheres. 
Vagas: 60 vagas (ainda há vagas disponíveis)
Valor: 60 reais
Incsrições abertas até dia 28 de março


Mais sobre o curso:


1. O tempo de duração do curso: irá durar algumas horas,  ou ele se estenderá  em algum dia além de 30 de março?
O curso durará de 30.03 a 30.05. Equivale a 40 horas, e o material fica disponível no ambiente virtual de aprendizagem e você acessa dentro da sua rotina.

2. Existe um número limitado de vagas, como saberei que essas vagas foram preenchidas, para não correr o risco de pagar e não conseguir a vaga? Caso tenham esgotado as vagas, e ainda assim eu tenha depositado o dinheiro, haverá reembolso?
Ampliamos as vagas. Não existe a possibilidade de você não ser contemplado.

3. Uma vez feita a inscrição eu poderei assistir o curso em qual endereço eletrônico? Será no próprio blog do "Coletivo DI JEJÊ"?
O curso sera locado num servidor digital, na plataforma edu.kilombagem.net.br, você participará das atividades disponibilizadas nessa plataforma.

4. Você poderia informar quem irá ministrar esse curso online?
O curso está sendo organizado, por uma curadora de conhecimento, uma pesquisadora negra e especialista no tema, que ainda estamos definindo. E terá o acompanhamento de uma tutora, que é pedagoga e mestre em educação pela PUC-SP.

5. Haverá algum tipo de certificação (além da incrível aprendizagem, claro), em razão da participação desse curso?
O curso será certificado, na modalidade de curso de extensão on line com 40 horas de duração.




APARELHA LUZIA RECEBE CURSO INÉDITO SOBRE A SOLIDÃO DA MULHER NEGRA

No dia 18 de Março, a intelectual e feminista negra Stephanie Ribeiro, ministrará no Aparelha Luzia, o curso inédito: A solidão da mulher negra.






Esse, é um curso inédito, oferecido pela primeira vez pelo Coletivo Di Jejê, e pretende discutir com homens e mulheres da comunidade negra, sobre afeto, afetividade e racismo.
Acontecerá no Aparelha Luzia, um espaço negro dentro da Cidade de São Paulo, que têm possibilitado a nós, africanos da diáspora repensarmos e resignificarmos, nossa existência dentro da sociedade brasileira, que é racista, opressora e cada vez mais nos desumaniza.
Esse é um curso muito especial, pois é voltado exclusivamente para pessoas negras, e pretende, através da discussão, permitir que possamos pensar e repensar nossa condição de individuo negrx na sociedade brasileira.
Apesar de tocar numa questão delicada para as mulheres negras, a presença e participação de homens negros é bem vinda e importante, pois, a saída para nos fortalecimentos para a luta antiracista, antimachista e anticapitalista, passa pelo dialogo e formação permanente.

Esperamos todos vocês, no dia 18 de Março, no Aparelha Luzia para esse debate.
E claro, depois estão todos convidados para brindar a vida.


Serviço

Curso Presencial: A solidão da mulher negra
Loca: Aparelha Luzia - Rua Apa, 78 - Próximo ao Metrô Marechal Deodoro
Quando: 18 de Março (sábado - das 10hs as 13hs)
Quanto: 75 reais
Inscrições até dia 16 de março - 20 vagas

IMPORTANTE: Curso destinado exclusivamente para pessoas negras.

FICHA DE INSCRIÇÃO

quarta-feira, 1 de março de 2017

CURSO SOBRE GERAÇÃO TOMBAMENTO ESTÁ COM AS INSCRIÇÕES PRORROGADAS

Curso On Line  INÉDITO sobre Geração Tombamento, está com as inscrições prorrogadas até dia 05 de Março.


Confira abaixo, entrevista de Renato Prado, organizadora do conteúdo que será desenvolvido no curso, no portal Alma Preta.










Renata Prado é pedagoga, referência no tema sobre geração tombamento e uma das organizadoras da festa Batekoo. Ela é responsável por ministrar um curso sobre o tema em parceria do Coletivo Dijejê, que visa dar destaque à participação das mulheres e do grupo LGBTT no movimento.
Entrevista / Pedro Borges
Foto / Solon Neto
Renata Prado é pedagoga, referência no tema sobre geração tombamento e uma das organizadoras da festa Batekoo. Ela é responsável por ministrar um curso sobre o tema em parceria do Coletivo Dijejê, que visa dar destaque à participação das mulheres e do grupo LGBTT no movimento. Faça aqui a sua inscrição.
Qual a importância da geração tombamento para o debate acerca das opressões de raça, gênero, sexualidade e classe?
É necessário que a geração tombamento compreenda como funciona o sistema que foi imposto para a gente. Mas para isso acontecer, é preciso que a juventude negra se aceite enquanto negra e tenha orgulho disso. Antes de abordar qualquer tipo de assunto de cunho político com a juventude negra, é de extrema importância a discussão sobre identidade.
Não tem como discutir gênero, sexualidade e classe com base no recorte racial, se essa juventude não se entende enquanto negra. A partir do entendimento de identidade, a gente consegue avançar nas discussões falando sobre tais opressões.
Por que o empoderamento da juventude negra é um fator importante para o combate ao racismo e ao genocídio?
É impossível conscientizar a juventude negra a lutar contra o racismo se ela não se empoderar da sua negritude e não compreender sua identidade. Quando aceitamos nossa estética negra, estamos aceitando nossos traços, nossa beleza, e consequentemente elevamos nossa autoestima. A partir daí conseguimos avançar no debate da violência policial, por exemplo. O garoto negro que passou a se entender enquanto negro vai compreender com mais facilidade porque ele leva mais enquadro do que a maioria dos homens brancos.
Nilma Lino Gomes, doutora em Antropologia Social pela USP, nos ensina que: “As múltiplas representações construídas sobre o cabelo do negro no contexto de uma sociedade racista influenciam o comportamento individual. Existem, em nossa sociedade, espaços sociais nos quais o negro transita desde criança, em que tais representações reforçam estereótipos e intensificam as experiências do negro com o seu cabelo e o seu corpo” - GOMES, Nilma Lino, (2002) - Trajetórias escolares, corpo negro e cabelo crespo: reprodução de estereótipos ou ressignificação cultural?.
A partir disso, podemos considerar a importância do empoderamento estético no combate ao racismo, para que o indivíduo negro saiba se defender das estruturas racistas que estão no nosso contexto social.
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A geração tombamento não é o primeiro momento da história em que a comunidade negra se utiliza da estética para questionar os padrões sociais e normativos. Quais as influências históricas da geração tombamento e o que o movimento traz de novo para a luta?
Se observarmos os jovens que se intitulam como geração tombamento, podemos notar que o comportamento desse grupo é muito semelhante ao da juventude negra dos anos 50 e 60, que protagonizava os bailes black da época nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Somos organicamente influenciados pelo “Mandamento Black” do mestre Gerson King Combo, pela ideologia de Malcolm X, pela beleza da musa Sandra de Sá, entre outras referências negras.
Também somos muito influenciados pela cultura da juventude Jamaicana, que é muito semelhante à do Funk carioca e paulista. Dancehall é um estilo musical que se popularizou nos anos 90 e possui uma corporeidade muito semelhante ao Funk, além das vestimentas colorida e Old school, que a geração tombamento aderiu como referência de moda.
Para além de jovens negros, os protagonistas da geração tombamento são as mulheres e os LGBTs. Qual a importância disso?
Historicamente, a população LGBTT e as mulheres foram silenciadas e invisibilizadas em grande parte dos espaços sociais nos quais foram submetidos a conviver. Na escola, a pessoa que se enquadra em uma das siglas LGBTT, sofre discriminação por ser quem ela é, assim como as mulheres são tratadas como inferiores no momento do registro salarial.
Essas barreiras sociais fazem com que os excluídos se identifiquem, se encontrem e se organizem para viver de forma mais saudável. A geração tombamento é nada mais que a organização dos excluídos que se identificam e se ajudam a sobreviver nessa sociedade machista e homofóbica. 
Movimentos como esse são importantes para o pertencimento em massa das pessoas subjugadas dentro dos espaços sociais, além do fortalecimento e comunhão entre o grupo. 
Por que é importante participar de um curso de formação sobre geração tombamento? Quais elementos serão explorados durante as atividades?
Se atualizar academicamente é uma das ferramentas estratégicas para manter o diálogo com o novo. A geração tombamento é um movimento contemporâneo e participar desse curso é uma ótima oportunidade para compreender o pensamento dessa juventude negra e empoderada.
A ideia dos encontros é convidar os (as) participantes a viajarem pela linha histórica dos movimentos de juventude negra que influenciaram essa nova era. É uma oportunidade de comparar essas referências ao que acontece atualmente e destrinchar o recorte político que a geração tombamento carrega.
O que as pessoas interessadas podem esperar das dinâmicas e do curso de uma maneira geral?
Não será um curso denso. A história da juventude negra está no nosso subconsciente, nas fotos de família, nas histórias contadas pelos nossos mais velhos, que viveram de forma efervescente a cultura negra.
O objetivo do curso é resgatar a história dos movimentos culturais protagonizados pela juventude negra e que influenciaram nossa diáspora, dentro do âmbito cultural. É necessário buscar uma reflexão a partir desses pontos e dialogar com a geração tombamento, hoje.
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Serviço:
Dia 05 de Março - Curso On Line A geração tombamento: pressupostos históricos e paradigmas atuais (inscrições abertas)

Término: 19 de Abril

Metodologia: curso totalmente on line, o material fica disponibilizado na plataforma Moodle, e os participantes acessam dentro de sua rotina. O curso conta com o apoio de uma tutora.

Público: pesquisadores e interessados em geral, sobretudo pessoas ligadas ou interessadas em pesquisar sobre a juventude negra periférica.

Objetivo: discutir o surgimento do conceito de geração tombamento, os pressupostos históricos, e o que se vem pesquisando no campo.

Valor: 60 reais

Vagas: 20 vagas


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

STEPHANIE RIBEIRO IRÁ MINISTRAR CURSO INÉDITO, EM MARÇO PELO COLETIVO DI JEJÊ

Em Março, o Coletivo Di jejê preparou uma programação especial!
A super Stephanie Ribeiro, irá ministrar o curso inédito sobre a Solidão da Mulher Negra.

Esse é um curso muito importante, pois lida com um dos maiores fantasmas que rondam a comunidade negra: afetividade.





Quem não sabe, a Stephanie Ribeiro é arquiteta, intelectual, ativista, feminista e pesquisadora de temas ligados aos negros e negras no Brasil e no mundo. Ela é uma jovem mulher negra, que vem através de sua escrita, militando na luta pelos direitos do povo preto em nosso país.

Além desse curso, acontecerão mais três atividades, fique ligado.


Oficina de elaboração de currículo lattes
Dia 11 de Março das 10hs as 12hs
Valor: 24 reais

Curso Escrevendo Projeto de Pesquisa
Dia 11 de Março das 14hs as 18hs
Valor: 60 reais


Curso A solidão da mulher negra
Com a feminista, ativista, intelectual e pesquisadora Stephanie Ribeiro
Dia 18 de Março das 10hs as 13hs
Valor: 75 reais


Curso  On Line Sistema prisional e o encarceramento feminino
Inicio dia 30 de Março
Valor: 60 reais


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

[inscrições prorrogadas até dia 05 de março] CURSO INÉDITO SOBRE GERAÇÃO TOMBAMENTO ACONTECERÁ EM FEVEREIRO

Curso on line, acontecerá entre os dias 05 de Março e 20 de Abril de 2017. Mas, o que é geração tombamento? A Renata Prado, vai nos ajudar a responder!



O tema geração tombamento, promove muito debate no interior do movimento negro. Pensando na necessidade de responder as demandas atuais, o Coletivo Di Jejê, oferecerá um curso on line sobre a Geração Tombamento.
Esse é o primeiro curso oferecido sobre o tema, e a curadoria de conhecimento será feita pela Renata Prado, pesquisadora e percursora do termo.
Renata Prado, militante do movimento negro, articuladora da festa Batekoo e pesquisadora da Unifesp

O curso têm por objetivo discutir o surgimento do conceito de geração tombamento, os pressupostos teóricos e o que se vem pesquisando sobre o tema na universidade. 
A metodologia será desenvolvida na plataforma Moodle, que é um ambiente virtual de aprendizagem, possibilitando que os participantes acessem o conteúdo dentro de sua disponibilidade e rotina.
O público alvo são pesquisadores e pesquisadoras interessados no tema, bem como o público em gral.
É necessário destacar, que o movimento da geração tombamento é marcadamente feminino, negro e homossexual, se mostrando um espaço de afirmação da identidade negra e sobretudo, periférica.
Vem, vai ser lindo! <3