quarta-feira, 8 de março de 2017

CURSO ON LINE SOBRE ENCARCERAMENTO FEMININO COMEÇA EM MARÇO

No dia 30 de Março, começara o curso inédito sobre o sistema prisional no Brasil e o encarceramento feminino.Confira!



A população carcerária feminina subiu de 5.601 para 37.380 detentas entre 2000 e 2014, um crescimento de 567% em 15 anos. A maioria dos casos é por tráfico de drogas, motivo de 68% das prisões. Os dados integram o Infopen Mulheres, levantamento nacional de informações penitenciárias do Ministério da Justiça, que, pela primeira vez, aprofunda a análise com o recorte de gênero.

No total, as mulheres representam 6,4% da população carcerária do Brasil, que é de aproximadamente 607 mil detentos. A taxa de mulheres presas no país é superior ao crescimento geral da população carcerária, que teve aumento de 119% no mesmo período. Na comparação com outros países, o Brasil apresenta a quinta maior população carcerária feminina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos (205.400 detentas), China (103.766) Rússia (53.304) e Tailândia (44.751).


Cerca de 30% das presas no Brasil ainda aguardam julgamento. Sergipe lidera o número de presas provisórias, com 99% das detentas nessa condição, enquanto em São Paulo, apenas 9% delas aguardam sentença da Justiça.
O estudo também revelou que a maioria das mulheres presas no país (68%) é negra, enquanto 31% são brancas e 1%, amarela. No Acre, 100% das detentas eram negras em junho de 2014. O segundo estado com o maior percentual é o Ceará, com 94%, seguido da Bahia, com 92% de presas negras. O número de indígenas não chega a 1% da população carcerária feminina nacional. À época da pesquisa, só existiam presas indígenas nos estados de Roraima, Amapá, Mato Grosso do Sul e Tocantins.
Quanto à faixa etária, cerca de 50% das mulheres encarceradas têm entre 18 e 29 anos; 18%, entre 30 e 34 anos; 21%, entre 35 e 45 anos; 10% estão na faixa etária entre 46 e 60%; e 1%, tem idade entre 61 e 70 anos. Segundo o levantamento, em junho do ano passado não haviam presas com idade acima dos 70 anos.
Quando o assunto é escolaridade, apenas 11% delas concluíram o Ensino Médio e o número de concluintes do Ensino Superior ficou abaixo de 1%. Metade das detentas possui o Ensino Fundamental incompleto, 50%, e 4% são analfabetas.
Apenas 34% dos estabelecimentos femininos dispõem de cela ou dormitório adequado para gestantes. Nos estabelecimentos mistos, somente 6% das unidades dispõem de espaço específico para a custódia de gestantes. Quanto à existência de berçário ou centro de referência materno infantil, 32% das unidades femininas contam com o espaço, enquanto apenas 3% das unidades mistas possuem essa estrutura. Somente 5% das unidades femininas dispõem de creche, não sendo registrada pelo estudo nenhuma creche instalada em unidades mistas.
Fonte: http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/80853-populacao-carceraria-feminina-aumentou-567-em-15-anos-no-brasil

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Serviço:
Curso On Line O sistema penitenciário e o encarceramento de mulheres
Inicio: 30 de Março
Público Alvo: pesquisadores e interessados sobre o tema
Conteúdo: o sistema prisional brasileiro e os acordos internacionais no campo de direitos humanos, a politica de segurança publica, o encarceramento de mulheres. 
Vagas: 60 vagas (ainda há vagas disponíveis)
Valor: 60 reais
Incsrições abertas até dia 28 de março


Mais sobre o curso:


1. O tempo de duração do curso: irá durar algumas horas,  ou ele se estenderá  em algum dia além de 30 de março?
O curso durará de 30.03 a 30.05. Equivale a 40 horas, e o material fica disponível no ambiente virtual de aprendizagem e você acessa dentro da sua rotina.

2. Existe um número limitado de vagas, como saberei que essas vagas foram preenchidas, para não correr o risco de pagar e não conseguir a vaga? Caso tenham esgotado as vagas, e ainda assim eu tenha depositado o dinheiro, haverá reembolso?
Ampliamos as vagas. Não existe a possibilidade de você não ser contemplado.

3. Uma vez feita a inscrição eu poderei assistir o curso em qual endereço eletrônico? Será no próprio blog do "Coletivo DI JEJÊ"?
O curso sera locado num servidor digital, na plataforma edu.kilombagem.net.br, você participará das atividades disponibilizadas nessa plataforma.

4. Você poderia informar quem irá ministrar esse curso online?
O curso está sendo organizado, por uma curadora de conhecimento, uma pesquisadora negra e especialista no tema, que ainda estamos definindo. E terá o acompanhamento de uma tutora, que é pedagoga e mestre em educação pela PUC-SP.

5. Haverá algum tipo de certificação (além da incrível aprendizagem, claro), em razão da participação desse curso?
O curso será certificado, na modalidade de curso de extensão on line com 40 horas de duração.